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15 de Outubro de 2019

Idiota à brasileira

Ele fura fila. Ele estaciona atravessado. Acha que pertence a uma casta privilegiada. Anda de metrô - mas só no exterior. Conheça o PIB (Perfeito Idiota Brasileiro). E entenda como ele mantém puxado o freio de mão do nosso país.

Pedro Magalhães Ganem, Operador de Direito
há 4 anos

Ele não faz trabalhos domésticos. Não tem gosto nem respeito por trabalhos manuais. Se puder, atrapalha quem pega no pesado. Trata-se de uma tradição lusitana, ibérica, reproduzida aqui na colônia desde os tempos em que os negros carregavam em barris, nos ombros, a toilete dos seus proprietários, e eram chamados de "tigres" - porque os excrementos lhes caíam sobre as costas, formando listras.

O Perfeito Idiota Brasileiro, ou PIB, também não ajuda em casa. Influência da mamãe, que nunca deixou que ele participasse das tarefas - nem mesmo pôr ou tirar uma mesa, nem mesmo arrumar a própria cama. Ele atira suas coisas pela casa, no chão, em qualquer lugar, e as deixa lá, pelo caminho. Não é com ele. Ele foi criado irresponsável e inconsequente.

É o tipo de cara que pede um copo d'água deitado no sofá. E não faz nenhuma questão de mudar. O PIB é especialista em não fazer, em fazer de conta, em empurrar com a barriga, em se fazer de morto. Ele sabe que alguém fará por ele. Então ele se desenvolveu um sujeito preguiçoso. Folgado. Que se escora nos outros, não reconhece obrigações e adora levar vantagem. Esse é o seu esporte predileto - transformar quem o cerca em seus otários particulares.

O tempo do Perfeito Idiota Brasileiro vale mais que o das demais pessoas. É a mãe que fura a fila de carros no colégio dos filhos. É a moça que estaciona em vaga para deficientes no shopping. É o casal que atrasa uma hora para um jantar com amigos. As regras só valem para os outros. O PIB não aceita restrições. Para ele, só privilégios e prerrogativas. Um direito divino - porque ele é melhor que os outros. É um adepto do vale-tudo social, do cada um por si e do seja o que Deus quiser. Só tem olhos para o próprio umbigo e os únicos interesses válidos são os seus.

Idiota brasileira

O PIB é o parâmetro de tudo. Quanto mais alguém for diferente dele, mais errado esse alguém estará.

Ele tem preconceito contra pretos, pardos, pobres, nordestinos, baixos, gordos, gente do interior, gente que mora longe. E ele é sexista para caramba. Mesma lógica: quem não é da sua tribo, do seu quintal, é torto. E às vezes até quem é da tribo entra na moenda dos seus pré-julgamentos e da sua maledicência. A discriminação também é um jeito de você se tornar externo, e oposto, a um padrão que reconhece em si, mas de que não gosta. É quando o narigudo se insurge contra narizes grandes. O PIB adora isso.

O PIB anda de metrô. Em Paris. Ou em Manhattan. Até em Buenos Aires ele encara. Aqui, nem a pau. Melhor uma hora de trânsito e R$ 25 de estacionamento do que 15 minutos com a galera do vagão. É que o Perfeito Idiota tem um medo bizarro de parecer pobre. E o modo mais direto de não parecer pobre é evitar ambientes em que ele possa ser confundido com um despossuído qualquer. Daí a fobia do PIB por qualquer forma de transporte coletivo.

Outro modo de nunca parecer pobre é pagar caro. O PIB adora pagar caro. Faz questão. Não apenas porque, para ele, caro é sinônimo de bom. Mas, principalmente, porque caro é sinônimo de "cheguei lá" e "eu posso". O sujeito acha que reclamar dos preços, ou discuti-los, ou pechinchar, ou buscar ofertas, é coisa de pobre. E exibe marcas como penduricalhos numa árvore de natal. É assim que se mostra para os outros. Se pudesse, deixaria as etiquetas presas ao que veste e carrega. O PIB compra para se afirmar. Essa é a sua religião. E ele não se importa em ficar no vermelho - preocupação com ter as contas em dia, afinal, é coisa de pobre.

O PIB também é cleptomaníaco. Sua obsessão por ter, e sua mania de locupletação material, lhe fazem roubar roupão de hotel e garrafinha de bebida do avião e amostra grátis de perfume em loja de departamento. Ele pega qualquer produto que esteja sendo ofertado numa degustação no supermercado. Mesmo que não goste daquilo. O PIB gosta de pagar caro, mas ama uma boca-livre.

E o PIB detesta ler. Então este texto é inútil, já que dificilmente chegará às mãos de um Perfeito Idiota Brasileiro legítimo, certo? Errado. Qualquer um de nós corre o risco de se comportar assim. O Perfeito Idiota é muito mais um software do que um hardware, muito mais um sistema ético do que um determinado grupo de pessoas.

Um sistema ético que, infelizmente, virou a cara do Brasil. Ele está na atitude da magistrada que bloqueou, no bairro do Humaitá, no Rio, um trecho de calçada em frente à sua casa, para poder manobrar o carro. Ele está no uso descarado dos acostamentos nas estradas. E está, principalmente, na luz amarela do semáforo. No Brasil, ela é um sinal para avançar, que ainda dá tempo - enquanto no Japão, por exemplo, é um sinal para parar, que não dá mais tempo. Nada traduz melhor nossa sanha por avançar sobre o outro, sobre o espaço do outro, sobre o tempo do outro. Parar no amarelo significaria oferecer a sua contribuição individual em nome da coletividade. E isso o PIB prefere morrer antes de fazer.

Na verdade, basta um teste simples para identificar outras atitudes que definem o PIB: liste as coisas que você teria que fazer se saísse do Brasil hoje para morar em Berlim ou em Toronto ou em Sidney. Lavar a própria roupa, arrumar a própria casa. Usar o transporte público. Respeitar a faixa de pedestres, tanto a pé quanto atrás de um volante. Esperar a sua vez. Compreender que as leis são feitas para todos, inclusive para você. Aceitar que todos os cidadãos têm os mesmos direitos e os mesmo deveres - não há cidadãos de primeira classe e excluídos. Não oferecer mimos que possam ser confundidos com propina. Não manter um caixa dois que lhe permita burlar o fisco. Entender que a coisa pública é de todos - e não uma terra de ninguém à sua disposição para fincar o garfo. Ser honesto, ser justo, não atrasar mais do que gostaria que atrasassem com você. Se algum desses códigos sociais lhe parecer alienígena em algum momento, cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus do PIB. Reaja, porque enquanto não erradicarmos esse mal nunca vamos ser uma sociedade para valer.

Fonte: Super Interssante

Leia muito mais lá no meu site.

63 Comentários

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Concordo plenamente com o texto, realmente esses PIB´s existem, e não são poucos, uma outra atitude que entendo ser do feitio deles é que quando devem demoram pra pagar ou não pagam, e quando lhe devem falta até arrancar o fígado dos seus devedores.

No território tupiniquim (termo que não acho pejorativo), os PIB´s entendem que vale tudo pra se dar bem em cima do próximo, pois o seu alter ego não lhe permite ser igual ou ter condições de igualdades no sentido cidadão/direitos e deveres, mas quando estão nos EUA, Europa ou demais países desenvolvidos, querem demonstrar o quão são civilizados, se submetendo as regras e normas desses locais.

Porém esquecem que caráter (creio que desrespeitar seu próximo com as atitudes PIB acaba sendo um desvio desse valor), independente da localização geográfica que estiver, a pessoa sempre o deve manter. continuar lendo

E mais, adoram reclamar dos políticos e do rumo do país, mas são os primeiros a tomarem atitudes iguais àquelas que critica.

Ou seja, são totalmente contraditórios! continuar lendo

Concordo com o comentário! Todos reclamam dos políticos, mas são iguais a eles. A nossa cultura é retrógrada. Desde criança somos acostumados com isso, sempre furar a fila porque um conhecido está lá. Sair pela rua correndo sem estar na faixa de pedestres, pegar atestados falsos para fazer outros serviços. Furtar internet ou mesmo energia.

As pessoas acham que isso é coisa pequena, mas é assim que começa a desonestidade e o caráter começa a ser moldado. continuar lendo

Sinceramente, a criação de estereótipos ou caricaturas de determinadas pessoas não acrescenta muito a um debate e nem prova muita coisa. Não passa de argumentum ad hominem.

Existe gente preguiçosa? Aos montes! Gente egoísta? Também aos montes! Preconceituosa? Idem (o próprio artigo destilou o seu contra portugueses e espanhóis). Do branco ao preto, do homem à mulher, do heterossexual ao homossexual, do rico ao pobre, da direita à esquerda, o que mais tem é gente deste tipo. O artigo, obviamente, tenta direcionar a roupagem às classes média e alta – não sem juntar a metralhadora de acusações “básicas” de preconceito e racismo –, poupando àqueles que provavelmente são os alvos simpáticos da ideologia do autor. Mas o que o artigo está fazendo para mudar alguma coisa? Parece mais onanismo textual tendo o prazer de apontar dedos para os outros...

Abraços! continuar lendo

Ei, Igor, bom dia.

Nem sei se isso é uma criação de estereótipos. Vejo mais como a busca por identificar os defeitos para possibilitar mudanças de comportamento.
Afinal, como solucionar um problema se ele não for identificado?

E mais, a interpretação que fiz não foi de julgamento ao próximo, apontando o dedo, mas julgamento de todos nós que de uma forma ou de outra praticamos um ou mais desses atos.

Mas essa é só a minha interpretação.

Um grande abraço continuar lendo

"Qualquer um de nós corre o risco de se comportar assim. O Perfeito Idiota é muito mais um software do que um hardware, muito mais um sistema ético do que um determinado grupo de pessoas."

Isto está no texto. Não é hardware (coisa material) podendo conter traços em cada um de nós.

Não me parece um texto acusatório, sim, reflexivo. continuar lendo

Concordo. E o efeito é deletério, não construtivo. Este é o efeito em desejar que Ela empurre a venda alguns centímetros para "dar uma espiadinha". O texto acabou ficando cheio de preconceitos e mostra desconhecimento sobre certos assuntos, que me desculpe o autor pela sinceridade. É um tipo de ideologia falida onde exime-se o Estado como ator participante do problema e o repassa para o cidadão comum inteiramente. É exatamente isto que acontece desde a época da colonização e não conseguimos nos livrar. Encher a cabeça de preconceitos, dívidas históricas ou seja lá qual for o subterfúgio não vai transformar a pessoa em um cidadão exemplar. É preciso quebrar o ciclo vicioso da falta de educação. É um problema de base. Sem uma base concreta não adianta pedir mudança de comportamento. Ao meu ver a única forma de quebrar o ciclo seria o trabalho de quem tem condições de lutar por tal objetivo (de forma objetiva). Uma elite intelectual em número suficiente, o que inexiste no país atualmente, ou pelo menos desconheço. Fujo do transporte público mais do que o diabo foge da cruz. Não por motivos ideológicos como afirma o autor mas pelo fato do transporte público no Brasil ser totalmente inadequado na maioria dos casos. Não pago R$25 para estacionar pois ando de moto. Não preciso dispor nenhum dinheiro no momento de estacionar minha moto na rua, o que acredito ser bastante justo por pagar toneladas e toneladas de impostos ao longo do ano. Não tem qualquer direito em me impugnar uma faixa de suposto "PIB", como definitivamente o faz no texto. As evidências nem sempre são realidades, podem ser apenas preconceitos ou análise simplista, e por aí vai. Explicações objetivas tem seu valor, reducionismo classista apenas desvia a atenção na difícil tarefa de enumerar/identificar os problemas reais do país. continuar lendo

Sr. Rodrigo Xavier, quando o autor afirma que “qualquer um de nós corre o risco (...)” está se excluindo do que aponta, e, claro, ao afirmar logo após “de se comportar assim”, se refere àquilo que ele elegeu – e acusou – como errado.

Isso não é reflexivo.

Sr. Pedro, quando o articulista faz menções como:

“Ele tem preconceito contra pretos, pardos, pobres, nordestinos, baixos, gordos, gente do interior, gente que mora longe. E ele é sexista para caramba”,

E...

“O PIB anda de metrô. Em Paris. Ou em Manhattan. Até em Buenos Aires ele encara. Aqui, nem a pau. Melhor uma hora de trânsito e R$ 25 de estacionamento do que 15 minutos com a galera do vagão. É que o Perfeito Idiota tem um medo bizarro de parecer pobre”

Ele está claramente pintando um quadro para onde serão canalizadas as acusações, não sem deixar de imputar determinadas condutas pejorativas.

Você por acaso viu alguma acusação de ser PIB àquele que pula catraca, ou entra pela janela em ônibus para ir à praia? Viu falar de quem faz gato de luz, de água, de TV por assinatura? Que reclama do transporte público, mas depreda ou queima ônibus em manifestações? Viu falar de comportamentos incivilizados que são mais comuns em áreas mais pobres? Viu falar em preconceito contra religiosos, contra judeus, contra ricos, contra brancos, amarelos, sulistas e outros tipos de pessoas que também sofrem estigmas – em menor ou maior grau? Você o viu falando de pessoas abastadas que fingem não ser assim para conseguir sucesso político?

Não, né? Esta parte do PIB não interessa descrever...

Essa “identificação” de “comportamento” é mais do que manjado: faz parte do velho e carcomido discurso da esquerda brasileira. Não precisava o autor repetir o que já é dito aos montes diariamente. É uma maneira mais “soft” de expressar o mesmo faniquito de Marilena Chauí: classe média – e alta – racista, machista, xenófoba, que não gosta que pobre, que odeia que este “ande de avião”, que não faz nada pelos outros, é alienada, etc. E, claro, se valendo de uma generalização apressada e preconceituosa, que, na maioria das vezes, não passa de uma mentira desonesta.

Então, Sr. Pedro e Sr. Rodrigo, a minha percepção do texto é que não são todos os tipos de PIB que o autor aponta como problema a ser identificado e solucionado, mas sim determinados PIBs que a ideologia dele já recrimina previamente...

Sr. Ricardo, concordo contigo e acrescento: muito do que artigo atribui como comportamento de um PIB, além de outras coisas ocultadas (a meu ver, propositalmente), são frutos de uma cultura abjeta enraizada em nossa sociedade há séculos. O Estado tem um papel importante nisto, e não só os indivíduos!

Grande abraço para todos! continuar lendo

Sr. Igor, as coisas que ele elegeu como erradas me parecem ser.

Entendo que essa crítica tem muito a ver com as pessoas que possuem capacidade intelectual e influência para fazer as coisas nesse país serem tão boas como as dos países em que ele usufrui das coisas coletivas, tal como o transporte coletivo.

A maioria que está em uma posição social/econômica/política melhor está contaminado em seu software dessas postura egoísta que aponta o texto. São elas que poderiam trazer impactos mais rápidos e profundos. Mas, ao que me parece, tendem a agir para atingir o interesse individual e ostentar a sua condição de "superior".

Criticam as coisas, possuem mais condições de trabalhar em prol desse país, mas a cultura lhes dá uma postura distante dos problemas como se não pudessem fazer nada. "Aqui do camarote quase não dá pra ver".

As vezes me vejo agindo de maneira semelhante nas pequenas coisas citadas, pois isso contamina.

Sei que, principalmente, nós advogados temos uma grande responsabilidade perante a sociedade. Então precisamos agir.

Eu usei o texto como reflexão e, pra mim, foi bastante produtivo.

Não sejamos polarizadores. Isso nos impede de, conjuntamente, achar soluções.

FLA-FLU deixa pro site do G1. continuar lendo

Sr. Rodrigo, se você está se enxergando agindo nas “pequenas coisas citadas” (o autor não teve o mínimo cuidado de lhe separar das grandes coisas imputadas, como o racismo), tudo bem! Se sinta atingindo com o texto. Mas não venha “contagiar” o restante da classe média ou alta! Não faço nenhuma das condutas elencadas no texto (pelo menos algumas dela longe da idiotice sugerida pelo artigo).

Eu lhe pergunto: não existe quem está fora da “posição social/econômica/política melhor” que tem posturas egoístas? Não age por interesse pessoal? Não faz tudo para se colocar acima dos demais? Conta outra... o artigo não fala desta parte. Mas o dia que você se deparar com alguém no trem que, segundo o texto, não andará nele por medo de parecer pobre, e se deparar com um camarada fingindo que está dormindo para não se levantar da cadeira preferencial para dar lugar a um idoso ou deficiente físico, pergunta a ele qual a classe social dele. Talvez se a classe dele for baixa (e a probabilidade é grande), o egoísmo ganhará uma roupagem sociológica diferente...

Sabe, uma das estratégias mais antigas utilizada por sofistas é atribuir condutas hediondas a quem eles desejam atacar. Basta eu acusar de fascismo, nazismo, xenofobia, racismo àquele que tenho intenção de bater e ganhar aprovação dos espectadores. Neste caso, a insinuação é mais do que nítida: contra a classe média e alta. Eu poderia fazer um texto acusando a classe baixa usando elementos pejorativos como este texto fez, com as devidas correções, e também ganharia um monte de parabéns por ai. Claro que, se eu fizer isto, os simpáticos à esquerda terão outra compreensão: repulsa imediata e automática ao texto (e certamente eu estaria sendo atacado).

Enfim, a polarização o senhor aceitou sem pestanejar – com todo respeito. E esta polarização foi proposta na essência do artigo, e não em meu comentário. Creio que o senhor não refletiu corretamente sobre meu comentário, pois veria que o fato de eu denunciar ser um discurso velho da esquerda não exaure o fato de se existir toda uma diversidade que não corrobora com essa visão.

Abraços! continuar lendo

Eu preciso primeiro mudar a mim para tentar mudar o mundo que vivo. Todo brasileiro que conheci tinha um pouco dessas coisas que foram descritas no texto e também por você. Não especificamente uma ou outra, mas sim essa filosofia que guia a nossa nação.

Acho que morrerei aprendendo coisas para agregar a minha vida. Não morrerei querendo que os outros mudem sem olhar para o meu umbigo.

Cabe lembrar que as pessoas que ditam as regras da sociedade e influenciam os demais não são os pobres.

Veja esse vídeo interessante:

https://www.youtube.com/watch?v=CM9xBCj7h5Q

Temos que dar o exemplo. continuar lendo

Grande Pedro, faltou a principal característica do idiota perfeito: trabalhar cinco meses do ano para o governo e ainda achar que quem protesta está errado. continuar lendo

E pensa que realmente é por 30 centavos! continuar lendo

Eu protesto, mas não junto com o mPl, catraca livre.....

Passagem grátis não existe! Se você não confia nos políticos para nada, porque confiaria no Estado, gerido por políticos, para te fornecer um transporte que você não teria como escolher não pagar? O problema do transporte público é que os passageiros não são clientes, são usuários, pois os clientes das operadoras que ganharam as licitações são os estados que concederam a exploração do serviço.

Protesto junto com MBL e VemPraRua.

Para complementar sobre a questão do transporte público.

O vídeo abaixo não é sobre transporte público, mas no minuto 3:00 ele apresenta o que eu penso do transporte público coletivo:
https://youtu.be/0Hs1ie0HUaU continuar lendo

Desde que não seja os vândalos do MPL ou os militantes a soldo do PSTU, PT, PCdoB e PSOL., continuar lendo

Eu já havia lido esse texto e achado ótimo.
É o tipo de texto que deveria ser divulgado nessas correntes (que eu detesto mas que funcionam...) das redes sociais e que podem atingir milhões de pessoas. Todos deveríamos ler e refletir.
Antes de reclamar de tudo, não custa nada analisar se realmente estamos fazendo nossa parte ou se estamos aproveitando das coisas como são e estão para dar uma "folgadinha".
Muito oportuna essa publicação Pedro, parabéns pela escolha! continuar lendo

Claro, José!
Até msm pelo fato de que TDs nós temos um pouco de PIB dentro de nós! continuar lendo

Pedro:
O que ao fim importa, pelo menos para mim, é que o texto (e isso sem dar o menor valor aos detalhes secundários) nos leva a uma reflexão sobre que participação estamos oferecendo para a sociedade em que vivemos e o quanto podemos oferecer para torna-la melhor, mais humana (no bom sentido da palavra). Existem sim os "idiotas" mas a grande maioria são os "alheios", os "desavisados", os "ocupados demais" os exclusivistas por natureza e aqueles que se acham simplesmente os "únicos donos da verdade", estes ao meu ver os mais próximos do núcleo do PIB.
Não é fácil ser perfeito, acho até que ninguém o é. Eu assumo que estou muito longe disso, mas tenho boa vontade, isso sim. E entendo que ter boa vontade, tolerância, capacidade de reflexão, aquela que nos incentiva a tomar nem que por um instante o lugar dos outros e tentar enxergar os fatos pelos seus olhos é importantíssimo para o processo de melhoria de uma sociedade que ainda (e por muito tempo o será) prima por ser injusta. continuar lendo