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18 de Setembro de 2019

O excesso de informações e o medo

Pedro Magalhães Ganem, Operador de Direito
ano passado

Já parou para ver a quantidade, o excesso de informações que chega até você por dia? E que essa quantidade de informações pode estar diretamente relacionada ao medo (muitas vezes excessivo) que você sente?

Seja pela internet, televisão, rádio, jornal impresso, ..., todos os dias temos acesso aos acontecimentos de todo o mundo.

Assassinatos, terrorismo, invasões, mortes, corrupção, roubos, prisões, ...

Não é só o que acontece na sua rua, bairro, cidade, estado ou país. Acontecimentos de todo o mundo transbordam à sua frente.

Assim, sem fazer o devido filtro e sem analisar corretamente tudo o que vê/lê/ouve, a gente assimila tudo aquilo e, o que é pior, reproduz, misturado com o medo e o pessoal modo de digerir as informações.

Pare pra pensar: há poucos anos, para saber o que acontecia em outro estado, era necessário ler um jornal (de difícil acesso) específico daquele estado, ou esperar o programa televisivo nacional.

Até mesmo para saber o que acontecia em outras cidades do mesmo estado era difícil (e demorado).

Não tinha toda essa velocidade que a internet permite.

Consequentemente, a quantidade de informações que chegavam eram infinitamente menores e restritas a um espaço geográfico menor.

Logo, a sensação de medo era menor, pois, como diz o velho ditado, "o que os olhos não veem o coração não sente".

"Mas, Pedro, os dados estatísticos estão aí a demonstrar que a violência só cresce!"

Sim, se analisarmos os dados apenas como números isolados, é nítido o "crescimento" da violência, mas podemos, também, olhar por outro ângulo: qual era a forma de coleta de dados anteriormente? qual era a quantidade de dados coletados anteriormente? havia real coleta de dados anteriormente?

Com o avanço tecnológico, o levantamento de dados passou a ser algo mais simples e mais eficaz, ainda mais em um país de proporções continentais como o Brasil.

Se temos mais dados e mais possibilidade de "informar" as pessoas, temos, consequentemente, mais informações sendo recebidas pelas pessoas (e isso parece que não vem sendo bem assimilado).

É claro que a mídia não colabora e faz questão de retratar, com os mínimos detalhes, todas as etapas de um crime, ainda mais se for chocante, contribuindo para que tenhamos esse medo dentro de nós.

Obviamente, não quero afirmar com esse texto que temos baixos índices de violência ou que não precisamos agir para frear essa onda que assola nosso país. Quero, apenas, frisar que precisamos ter mais atenção aos conteúdos que chegam até a gente, interpretando os dados contidos em cada informação, para que a notícia de um crime no Egito não faça com que você tenha medo de sair da sua casa no interior do Espírito Santo.

Tenha cautela e não se deixe levar pelas notícias.


Aproveito para te convidar a acessar o meu blog (Para mudar paradigmas).

Lá tem textos como esse e muito mais!

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Para atingir um resultado maior e melhor, o assunto deve ser debatido e as opiniões trocadas.

Um grande abraço!

2 Comentários

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Eu sempre me faço essa pergunta: A quem interessa?
Pois bem: A quem interessa o descaso com a crescente criminalidade no país?
A resposta me parece obvia.
O cidadão acuado pelo medo, seja pelo aumento real da violência ou pela ampliação das coberturas jornalísticas observa menos outros aspectos que interferem em sua vida. continuar lendo

O medo (real/criado/excessivo, ...) não deixa pensar. continuar lendo