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27 de Maio de 2022

Questão 'Quem você salvaria: mãe ou namorada?' em exame causa polêmica na China

Pedro Magalhães Ganem, Advogado
há 7 anos

FONTE


Se fosse forçado a escolher, quem você salvaria de um prédio em chamas: sua mãe ou sua namorada?

Esta é um dilema bastante usado em discussões na China e, neste ano, foi uma questão-chave do exame nacional aplicado a futuros advogados e juízes do país.

O teste seria um equivalente ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil, e só quem é aprovado nele pode advogar na China.

Questo Quem voc salvaria me ou namorada em exame causa polmica na China

O ministro de Justiça chinês divulgou pela internet a resposta correta: salvar sua mãe.

Segundo ele, seria um "crime" escolher a pessoa com quem você está envolvido romanticamente.

Mas a resposta não é tão óbvia para usuários de internet na China, onde a questão gerou um debate acalorado em fóruns e redes sociais.

"É ridículo dizer que a obrigação de sustentar seus pais é igual à obrigação de salvá-los em uma situação de emergência", disse um deles.

"Segundo a lei, um filho deve salvar sua mãe", explicou outro. "Mas a lei não diz se isso deve ser feito quando há outras pessoas em perigo."

'Tenho só uma mãe'

Outros ainda perguntaram o que fariam em uma situação assim. Na maioria das vezes, o amor por sua mãe venceu.

"Garotas estão por todas as partes, mas eu tenho uma mãe apenas", disse um rapaz.

"Certamente, salvaria minha mãe primeiro", comentou outro.

"Sem levar em conta os motivos legais, minha mãe me criou. Além disso, minha namorada é mais jovem do que minha mãe, o que significa que ela teria mais chances de escapar de um incêndio por conta própria."

Curiosamente, ninguém pareceu notar o aspecto sexista da questão, já que não indaga o que uma mulher deveria fazer: salvar seu pai ou seu namorado?

Isso talvez fique para o próximo exame aplicado a futuros juízes e advogados da China.


E você, salvaria quem?

17 Comentários

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Mãe é sempre Mãe! continuar lendo

Sempre será, mas essa é uma questão muito difícil de ser respondida da forma como foi perguntada.

Pq não tentar salvar as duas?

Qual a situação em que elas se encontravam?

Enfim.... continuar lendo

A única conclusão que tirei disso foi que estou feliz de não morar na china continuar lendo

Eu também Giulliane! rsrs continuar lendo

Essa pergunta é um axioma, na verdade vem a reproduzir um pensamento em massa, não há certo e errado, não há como demonstrar o valor sem poder ser repreendido de ambos os lados.
Simplesmente escolher um ou outro com uma frase banal do tipo "mãe é mãe", "mãe só tem uma", "namorada arruma outra"... Só prova a banalização dos relacionamentos por meio de etiquetamentos, sim, rotulamentos tão criticados no direito penal, mas amados pela massa, pelo comum.
É um beco sem saída tal fórmula, raciocínio impossível de ser respondido, tal como: você é um homem honesto, segue a lei, é juiz, sua mãe pede para dar uma "forcinha" em um processo no qual é Ré, o que você faz?
Se você ajuda, não será honesto, afinal de contas, não se pode dar "forcinha".
Se não ajuda será insensível e desonesto na visão daquele que questiona.

Interessante a discussão. continuar lendo

Mãe, pai, irmão ou cachorro, independente de quem seja, se ele for réu, significa que tal provavelmente infringiu a lei e deve responder por isso. Se você der ''uma forcinha'', significa que você é desonesto e está passando a mão na cabeça de quem você supostamente ama, dando a ela o direito de errar outras vezes. Neste exemplo não existe discussão, se você o comete, está sendo desonesto, não existe essa de ''insensibilidade''. Se faz justiça com racionalidade, é totalmente antiprofissional deixar a emoção falar mais alto. Imagine se os juízes começassem a julgar dessa forma: ''Acordei muito feliz, hoje não vou condenar ninguém independente do que a pessoa tenha feito. Não quero quebrar essa vibe positiva'' hahahaha

Quando se trata de salvar X ou Y, você não está sendo desonesto se salvar X e não Y ou vice-versa, o ato de por a sua vida em risco por alguém, independente de quem seja, é por si só um símbolo de honestidade. Pois não há nada mais honesto do que reconhecer o valor de uma vida.
Se as pessoas pudessem reconhecer isso, entenderiam que nesse caso na verdade não existe o errado. Seja mãe ou namorada, não é errado nem desonesto salvar uma e deixar outra para trás se realmente só for possível fazer um único resgate. O que é errado e desonesto é deixar as duas para trás e recusar-se a correr riscos por quem ama e provavelmente também arriscaria a vida por você, atitude que o rapaz da questão não compactuou. Portanto, eu pessoalmente acredito que ele está sendo honesto independente da sua escolha, pela simples atitude de se arriscar. Um grande abraço! continuar lendo

Grande Eduardo,

Concordo com a segunda parte do seu argumento e descordo da primeira.

Imagine você recebendo essa pergunta no exame psicológico do concurso, pense bem, pense que aquele que te interpela não quer saber seus valores, ele quer saber que você é honesto, e você responde como respondeu, dizendo que fará justiça acima de tudo.

Provavelmente desconhece uma doença chamada juizite, promotorzite, advocadozite, em que tais seres se consideram deuses intocáveis, ademais, quem daria uma olhada no processo da mãe? quem não daria uma "forcinha", afinal o que é forcinha! O mais importante esquecera-te de perguntar! continuar lendo

Eu, particularmente, acho que não há possibilidade de anular uma opção com a outra.

Minha resposta seria tentar salvar as duas, ainda mais sem que tenha sido informada a situação em que "as vítimas" se encontravam, isto é, quem estava em melhores condições para ser "salva".

Na realidade, acho que nem resposta tem. continuar lendo

Murilo,
Quem sofre da ''juizite, promotorzite ou advocadozite'' não tem a miníma condição de exercer a profissão, afinal, sempre existirão pais, mãe, filhos, amigos e pessoas próximas de quem exerce estes cargos.
Mas voltando ao exemplo da mãe, vamos supor que você é o juiz em questão. Quando você era pequeno fazia molecagens como toda criança, porém, as vezes extrapolava e era necessário que os seus pais (nesse caso sua mãe) lhe dessem um ''corretivo'', seja uma surra, um castigo, qualquer coisa que seja encarada como uma pena em consequência dos atos. Já imaginou se sua mãe nunca tivesse feito nada disso? Já imaginou se ela simplesmente desse ''uma forcinha'' e deixasse todos os seus erros impunes? Que pessoa você seria hoje?
Se você dá essa ''forcinha'' para ela em uma questão judicial, não estará sendo honesto com a justiça, não estará sendo honesto com a sua mãe, não estará sendo honesto com você e ainda estará fazendo com que a sua mãe não esteja sendo honesta com si própria.
Esse é caso é muito simples. Se você dá ''uma forcinha'' pra qualquer pessoa, ou como eu disse, mãe, pai, irmão ou cachorro, significa que você é mau-caráter e antiprofissional, não podendo portando assumir cargos de respeito e responsabilidade como os de juiz, promotor e até o do simples advogado. Abraços! continuar lendo

Eduardo,

A questão não é a discussão de valores, o foco é pensar nas possíveis respostas e nas possíveis conclusões do examinador, falar que dar uma forcinha errada é igual o CQC perguntar se vc é honesto e filmar vc pegando uma carteira no chão. Ninguém vai assumir que é corrupto.

Esse tipo de questionamento sempre é verdadeiro de qualquer forma, o que os chineses não pensam, e não perceberam, assim como muitos entre nós, que tais becos lógicos não tem certo ou errado.

E o resultado é simples, se vc nega-se a ajudar "forcinha", provavelmente é desonesto com aquele que pergunta, se ajuda também é desonesto pois, fere preceitos legais.

Espero ter deixado claro, que tal estirpe de perguntas devem ser avaliadas pelas respostas não pelo resultado, não importa quem você salva, importa a sua fundamentação. Se você tem que escolher entre mãe e namorada, bom, escolho minha namorada, pois, minha mãe já está em idade avançada nada tem a acrescer a sociedade, e não ninguém que posso julgar-me por isso, entendeu? Se eu escolho ajudar ou não ajudar em um processo, ninguém pode julgar-me, pois no Brasil só podemos fazer aquilo que a lei permite, dar orientação não é crime, temos que cuidar com as ciladas e aos sofistas socialistas que querem pregar valores sociais deles.
Abraço continuar lendo

Se a pergunta fosse: " Quem você salvaria seu filho (a) ou sua namorada?
Com a devida vênia os colegas teriam o mesmo o entendimento? continuar lendo

Creio que no caso em tela, a resposta certa deveria ser acordo com a vivência e depoimento de cada indivíduo conforme sua história de vida, pois como e cediço existem mulheres com o perdão da palavra que são apenas "parideiras", pois mãe é aquela, que te da amor, te quer bem, te protege dos perigos, (é claro que acho errado uma mãe passar a mão na cabeça do filho, quando este comete algum crime ou erro banal), pois a verdadeira mãe mesmo que não passe a mão na cabeça seu filho quando este comete tais erros, a mesma sempre estará do lado e torcendo para que o mesmo enfrente da forma correta tal situação.
Acima eu disse "mãe é sempre mãe" com a minha experiência de vida, mas o caso é polêmico. continuar lendo

Pra mim, a substituição da mãe pelo filho na pergunta deixou a questão tão difícil como antes.

Ainda assim seria necessário ter maiores informações sobre a situação.

Aliás, se formos analisar a "máxima" de salvar mulheres e crianças primeiro, cujo objetivo é garantir "o futuro da nação" (salvando aquelas pessoas que podem reproduzir e as que têm, teoricamente, todo o futuro pela frente), ficamos ainda mais "enfiados" no dilema. continuar lendo