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12 de Maio de 2021

Quais são as vítimas de homicídio no país?

Pedro Magalhães Ganem, Operador de Direito
há 6 anos

Quais so as vtimas de homicdio no pas

Segundo o levantamento, países com históricos de guerra civil, como o Congo, e com altas taxas de homicídio associadas ao narcotráfico, como a Colômbia, possuem índices menores que o do Nordeste brasileiro. No país africano, a taxa é de 30,8 assassinatos para cada 100 mil habitantes; no sul-americano, 33,4.

Grupos vulneráveis

Dados do Censo de 2010 do IBGE apontam que a somatória de pretos e pardos representa 50,7% da população brasileira. Em 2013, esse grupo representou 72% das vítimas de homicídio no país. Entre brancos e amarelos, o índice foi de 26%.

De acordo com o levantamento, a taxa de jovens negros vitimados é de 79,4 por cada 100 mil habitantes. Nas regiões Nordeste e Norte, os negros representaram 83,3% das vitimas com idade entre 15 e 29 anos em 2013.

Embora o estudo não traga informações sobre o número total de homicídios por gênero, a conclusão diz que a taxa de morte violenta entre mulheres é relativamente pequena quando comparada à dos homens, mas tem número absoluto "considerável" na comparação com outros países.

Mulheres negras são as maiores vítimas de homicídios: a taxa é de 7,2 para cada 100 mil habitantes – mais do que o dobro do índice de mulheres brancas (3,2). O diagnóstico aponta que as mulheres são vítimas, em maior parte, de parceiros íntimos e de conflitos familiares.

No Nordeste, os municípios com taxas mais altas de mortes de mulheres são Lauro de Freitas (14,76 mortes por grupo de 100 mil habitantes) e Simões Filho (17,81). As maiores taxas estão em Anápolis (9,13) e Luziânia (10), em Goiás, Rondonópolis (11,92), no Mato Grosso, e Serra (15,84), no Espírito Santo.

As taxas de homicídios de idosos e crianças por 100 mil habitantes também foram destacadas na pesquisa. Cabo Frio, Vila Velha, Cariacica e Serra apresentaram altas taxas em todos os casos.

As taxas de homicídios de crianças se apresentaram elevadas em vários municípios – Fortaleza (8.86), Cabo Frio (8,60), Juazeiro do Norte (7.31). No Centro-Oeste, Goiânia lidera, com 3,61, seguida de Distrito Federal (3,03) e Anápolis (2,50).

Os índices de homicídio de idosos mais altos estão em Juazeiro do Norte (18,52), Maceió (18.56), Mossoró (28,13). A mais alta é em Luziânia, com 68,94.

26 Comentários

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Não acredito nos dados do Governo, acredito que morre muito mais pessoas, além do documento ser de 2010 hoje se morre bem mais.

A principal verdade tá aí, onde falta educação a bala toma conta. continuar lendo

Ei, José.

Apesar de haver possibilidade de manipulação das informações, como eu não tenho outras para confrontar, fica difícil de afirmar que são incorretos.

E você tem toda razão quando diz que "onde falta educação a bala toma conta". Infelizmente, a maior parte do nosso país não tem acesso à educação. continuar lendo

Pedro Magalhães,
Respeitosamente, discordo.
A população tem acesso à educação sim, em grande maioria, seja na cidade ou no campo.
O problema das escolas no Brasil hoje não é a quantidade, e sim a qualidade. O bandido dos dias atuais vai à escola, pula o muro e sai para cometer crimes.
http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/tvfolha/2015/05/1627746-brasil-precisa-tornar-servicos-publicos-aceitaveis-diz-cientista-politico.shtml
http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2015/06/com-farda-de-escolaecaderno-menoreapreendido-ao-roubar-moto-em-natal.html
http://noticias.r7.com/bahia/com-farda-de-colegio-dupla-tenta-assaltar-agencia-dos-correios-em-sapeacu-28082015
http://noticias.ne10.uol.com.br/interior/zona-da-mata/noticia/2015/09/22/camera-flagra-jovem-com-farda-de-escola-assaltando-loja-em-barreiros-570200.php continuar lendo

Entendo, Eduardo.

Mas eu acho que ter acesso a uma péssima educação é o mesmo que não ter acesso. Não adianta absolutamente nada. continuar lendo

Pedro,
''Mas eu acho que ter acesso a uma péssima educação é o mesmo que não ter acesso. Não adianta absolutamente nada.''

O que você acha mais fácil, construir novas escolas para sanar o nosso problema na educação, ou reformar as que já temos para que funcionem da forma que devem funcionar?
Ter acesso à algum tipo de educação, por mais que seja muito ruim, já significa alguma coisa pelo simples fato de existir uma estrutura educacional. Reformulado, o ensino brasileiro pode se tornar um exemplo do Ocidente.
Resumidamente, ''antes pouco que nada''. continuar lendo

Escolas caindo aos pedaços; professor que tem que se revesar entre dar aula, limpar a escola e fazer a merenda; crianças que "estudam" sem nenhuma alimentação; um sistema que "não permite" que o aluno reprove em escola pública; ....

Não da pra falar que isso é educação.

Quem pode pagar uma escola particular, OK.

Mas se depende da escola pública?

E não podemos usar como exemplo as escolas das grandes cidades, pois elas ainda refletem uma "realidade" diferente.

Temos que olhar para as regiões mais pobres, onde geralmente o índice de homicídios é maior e onde as escolas estão longe de serem escolas. continuar lendo

Não é tão simples assim. Acredito que um jovem que comete crimes não é porque é pobre, negro, pura necessidade de aventura, etc., o que noto nos jovens é uma profunda ausência de motivação, não vejo nos jovens um projeto de vida, de futuro, é como se não se importassem com o futuro, em ter uma vida digna e prazerosa senão pelo que, apenas, o dinheiro pode comprar, ou seja, o consumo. Lembro o quanto minha mãe me incentivava, me fazia visualizar o quanto poderia conseguir de benefícios se adotasse os comportamentos adequados. Pais, motivem seus filhos. continuar lendo

Só um detalhe: o levantamento utiliza inicialmente os critérios de sexo (biológico) e cor (auto-declaração – modo adotado pelo IBGE) para fins estatísticos. Negro seria um outro critério baseado no somatório de pretos + pardos. Branco + amarelo idem. Estes, por sua vez, voltam na pesquisa como se fossem cores específicas ligadas à pigmentação de pelé, que está em campo diferente do preto, pardo, branco e amarelo. Assim, negros e “brancos + amarelos” (este não possui uma nomenclatura específica) estariam voltados àquela velha questão da divisão humana por raças pré-definidas, afastando e negando (pelo menos em parte) a questão da miscigenação.

Porque falo isto? Porque submetendo tal critério do somatório de cores e criando outros grupos partindo dos pardos (que, na verdade, compõe 45% dos negros, em contraposição aos 8% dos pretos), como, por exemplo, um grupo de “brancos + pardos” (em oposição aos “brancos + amarelos”), eu alteraria por completo os dados observáveis desta pesquisa. Iria concluir que neste grupo haveria mais vítimas de homicídios, o que demonstra que a falseabilidade do critério de soma de cores.

Assim, existem dois problemas nisto: a) imprecisão de dados, pois não se sabe exatamente o número de homicídios entre pretos, pardos, brancos e amarelos, gerando assim conclusões equivocadas (e é o que mais acontece por ai); b) exclui-se de qualquer política pública de combate ao homicídio (ou qualquer problema relacionada à violência ou social) àqueles indivíduos mestiços que não estão no imaginário popular ou de movimentos sociais (com influência no governo), como, por exemplo, o descendente de um (a) colombiano (a) remanescente no Acre com um índio (a). O mesmo pode acontecer com o grupo denominado “branco + amarelo”.

E existem pessoas nada satisfeitas com isto: http://www.nacaomestica.org/. Pesquise e verá o que significa dizer que uma pessoa não é o que ela é!

De resto, boa iniciativa!

Abraços!

P.S. Precisamente, pardo seria um somatório de cores, identidades, origens ou etnias, segundo suas ascendências, correspondendo aos mestiços. continuar lendo

Grande Igor.

Falar de "cor" no Brasil é algo muito difícil. Quem é "branco"? Quem é "preto"? "Amarelo"?

Obviamente, dependendo do critério adotado o resultado será diferente.

Lembrando que esses dados não foram coletados por mim, mas extraídos de uma notícia veiculada. continuar lendo

Sim, Sr. Pedro, claro que sei que não foi você quem coletou esses dados. A resposta para a definição de cor é muito complicada, pois dependeria de catalogação de todas as pigmentações de peles existentes em nossa sociedade, ou então através de mapeamento genético, o que, por fim, seria um trabalho tortuoso e beirando à inutilidade – e ainda pode ser passível de inúmeros exercícios de falseabilidade. O certo seria aceitar a miscigenação (a qual ainda é tratada como mito no Brasil por alguns grupos) e se valer de outros critérios que são mais fáceis de serem traçados objetivamente (ou menos subjetivamente), como o já adotado regional, por idade, sexo biológico, orientação sexual e outros critérios sócio-econômicos. O corte por cor tende à divisão humana por raças, e pode acabar em medidas negativas a uma boa parcela dos brasileiros.

Abraços! continuar lendo

Quem não se conforma com a qualidade de ensino, procure outros meios para estudar.Hoje temos internet com cursos gratuito, telecurso 1º e 2º grau, Fies, Pronatec, escolas técnicas, sebos, livraria, e programa do menor aprendiz.nosso maior flagelo está no interesse pela criminalidade pois se apoiando em discurso de culpar os governos e falta de políticas públicas, acompanho um vandalismo sem precedentes, crianças de 12, 13 14 anos grávidas, menores portando armas de grosso calibre, mães e pais irresponsáveis que se preocupa em procriar, e a igreja sendo contra o aborto, controle de natalidade e uso de camisinha.No mais, nossa leis trabalhistas são rigorosas e não desonera o empresário que prefere as máquinas que seres humanos.Agora o tráfico de drogas virou o Brasil de cabeça pra baixo.Culpa de quem? Espero que em 2050 nosso sistema político e judiciário tenha mudado pra melhor. continuar lendo

Realmente estamos em uma era que as informações estão mais disponíveis, mais acessíveis.

Mas não dá para generalizar, ainda mais pelo tamanho desse brasilzão.

A pessoa que "escolhe" seguir pela vida do crime, também "escolheu", muitas vezes não ter estudo.

Até pelo fato de que o crime é "mais rentável" que um trabalho honesto.

Tenho medo é de chegarmos em 2050 do mesmo jeito, ou pior. continuar lendo

Se pensarmos o custo do criminoso na cadeia varia de R$3.000 á R$ 4.000,00 .caso tenha filhos como a maioria possuem.Entretanto, para manter um aluno em tempo integral nas escolas são R$ 2.500,00 em fase adolescência e adulta.Acredito que oferecendo condições de estudo de qualidade, trabalhos em meio turno com salários subsidiados dos contratantes deduzindo nos impostos.Agora com estas condições oferecidas e mesmo assim cometem crimes somente a pena de morte. continuar lendo

Novamente essa história discriminatória, de os presos brasileiros são pardos, negros, pobres, prostitutas... História tendenciosa e para "Inglês ver"... continuar lendo

E o pior, Hildebrando, é que essa "história" ainda continuará enquanto não conseguirmos mudar a realidade. continuar lendo