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9 de Abril de 2020

Exposição sobre sexualidade quase dobra público do Masp

‘Histórias da Sexualidade’ levou 18.000 visitantes ao museu em dez dias.

Pedro Magalhães Ganem, Operador de Direito
há 2 anos

Por Da redação

Obra 'Cena de Interior II', de Adriana Varejão, que está exposta no Masp (Reprodução/Facebook)

A controvérsia em torno da exposição Histórias da Sexualidade, que recebeu classificação indicativa de 18 anos pelo Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), parece ter aumentado o interesse do público pela mostra. Segundo a assessoria de imprensa do museu, a exposição recebeu desde sua abertura, em 20 de outubro, até o último domingo, dia 29, 18.000 visitantes. No mesmo período do ano passado, o Masp recebeu cerca de 10.000 visitantes, o que representa um crescimento de 80% na visitação.

A mostra também teve a maior abertura do ano do museu – 1.235 pessoas compareceram à noite de inauguração, em 19 de outubro. Em entrevista a VEJA, o presidente do Masp, Heitor Martins, disse que esperava que a exposição tivesse grande procura. “A exposição foi realizada como planejado, está aberta e, mantidos os números atuais, pode vir a ser a mais visitada e comentada da história do Masp. Será um blockbuster”, afirmou.

A classificação de 18 anos causou controvérsia ao seu anunciada. Crianças e jovens menores de idade não podem visitar a mostra nem se seus pais ou responsáveis os acompanharem ou autorizarem, como determina o Ministério da Justiça. O anúncio da classificação aconteceu após outras performances e exposições terem sido criticadas na internet, como foi o caso da Queermuseu, em Porto Alegre, e da performance La Bête, do artista Wagner Schwartz, no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo.

Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico do museu, Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias do Masp, Pablo León de la Barra, curador-adjunto de arte latino-americana, e Camila Bechelany, curadora assistente, Histórias da Sexualidade conta com mais de 300 obras divididas entre assuntos como nudez, voyeurismo e jogos sexuais. Entre pinturas, desenhos e esculturas, a mostra exibe trabalhos de Henri de Toulouse-Lautrec, Guerrilla Girls e Tunga.


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17 Comentários

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Eu não estou nem ligando pra porcaria de exposição. Eu não gosto, mas tem quem goste dessa porcaria. Mas, no momento que querem envolver crianças com homens pelados, apologia a pedofilia, aborto e o caramba a situação muda. É só deixar as crianças de fora que não haverá problema.

Alexander Pinto continuar lendo

Vamos desenhar a diferença entre censura com patrulha moral e a proibição de veicular discursos de ódio e fazer apologia a crimes?

Liberdade artística é uma das dimensões da liberdade de expressão, que está assegurada constitucionalmente no Brasil e independe de censura ou de licença, seja do MBL ou mesmo do Estado.

Mas, como todo e qualquer direito, essa liberdade não é absoluta e pode sofrer restrições a posteriori, desde que justificadas e amparadas legalmente. Exemplos de abuso do direito de liberdade de expressão são a apologia a crime ou mesmo discursos de ódio, ou seja, a inferiorização e discriminação de determinado (s) grupo (s) por conta da raça, cor, procedência nacional, etnia, sexo, idade, religião etc. E caberá ao sistema de justiça fazer esse juízo depois de um processo baseado no contraditório e na ampla defesa, coisas com que o "liberalismo" do MBL não convive bem.

A mostra Queermuseu não fazia qualquer apologia a crime. Retratar, em linguagem artística, determinado crime, ato obsceno ou conduta repulsiva não configuram apologia. Representar é, inclusive, uma forma de se poder denunciar ou criticar. Silenciar não acaba com um problema, basta ver como a Igreja caólica lida com a pedofilia e como o "fingir que nada está acontecendo" só aumenta o problema.

Tampouco na mostra se veiculava discurso de ódio contra segmentos já estigmatizados. Pelo contrário, a exposição era uma tentativa de retratar a diversidade sexual e de gênero de modo plural, aberto e adulto.

Portanto, Queermuseu é diferente de Bolsonaro, Danilo Gentili, Alexandre Frota e cia. Só quem age por má-fé pode igualar duas coisas tão distintas entre si. continuar lendo

A parte do texto: "a exposição era uma tentativa de retratar a diversidade sexual e de gênero de modo plural, aberto e adulto.", esclarece perfeitamente o que aconteceu com a exposição, é assunto de adulto, não é coisa para menor em formação.
A grande imprudência foi não ter agido como Adriano Pedrosa e preservado quem deve e merece, bastava ter sido responsável e decente, nada disto teria acontecido. continuar lendo

Não adianta Reinaldo, eles vão tentar manter a "narrativa" de que houve censura até o fim, pois apenas assim poderão continuar tentando vitimizar-se perante a opinião pública...! E pedofilia e zoofilia, de repente, tornaram-se manifestações da "diversidade sexual".

No entanto, até eles sabem que o que houve foi um boicote, um instrumento de pressão popular legitimo e democratico em qualquer país livre. Cadê o pessoal que pede mais "pensamento crítico" das pessoas? Que pede mais mobilização da população, mais participação da sociedade...? Será que tudo isso só vale quando é para apoiar a "agenda progressista"?! continuar lendo

Sabidamente os pedófilos se fazem de besta confundido censura a arte com proibição de crianças de ver pornografia. continuar lendo

Mobilização pública pelo fim da corrupção (garantida pela CF 88) em qualquer lugar do país: 500 a 2 mil pessoas, exagerando.
Público para parada/desfile LGBT (também garantida pela CF 88): 2 milhões.
E tem gente que ainda acha que vai mudar o Brasil apenas mandando "zap-zap", "feice", outras babaquices do gênero.
O povo (povinho) brasileiro merece muito mais ainda do que está recebendo. continuar lendo